Eu tenho muitos escritos guardados. Escrever é minha forma preferida de externização, seja de amor, saudade, nostalgia, tristeza, ou de qualquer sentimento quando eles me pesam demais. De vez em quando eu releio todos eles e revivo momentos e emoções.
Escrevi essa carta, para alguém que partiu e quis voltar quando já era tarde demais. Imagino que muitas pessoas já viveram isso ... e você ? Ai vai a carta:
A vida não é assim coração.
Vc não pode simplesmente chegar em um dia e jogar para o ar toda uma história construída com tanto zelo e carinho, para tempos depois dizer que se arrependeu e querer tudo de volta.
Vc não pode partir um coração em pedacinhos e achar que num passe de mágica ele vai ficar novinho em folha novamente. E ai vc me pergunta: Por
que? Pois eu vou te dizer o porquê.
Porque eu tenho um grave defeito que é minha mémoria eficaz, e ela não me deixa esqueçer na dor que eu sentia nas repetidas e repetidas manhãs ao acordar e perceber ue vc se foi; porque vc interrompeu nossos sonhos e planos; pq não teve a coragem de sequer me dar um motivo razoavel; porque você reduziu a zero a imensidão do amor que dizia sentir; porque vc me fez sentir tanta saudade que eu cheguei a pensar que não suportaria; porque vc decidiu morrer no meu cotidiano justo no momento em que estava mais vivo dentro de mim; porque vc traiu nossas promessas de eternidade; ignorou meus apelos; não se importou com minhas lágrimas e tentou substituir tão rápido o meu lugar na sua vida.
Por todas as madrugadas que sua ausência foi minha única companhia, por aquela sensação angustiante que o amor só em vc existia, por todas as vitórias que eu não pude te contar, por todas as derrotas que eu não tive o seu abraço...Por tudo isso eu não te aceito de volta, e vc me conhece o suficiente para saber da minha dificuldade em tomar decisões, mas sabe melhor ainda em não voltar atrás depois que elas são tomadas.
Eu sei que você é acostumado em receber de mim sempre um SIM, mas hoje eu te digo NÃO com toda convicção desse mundo. Tarde demais coração, agora vou procurar outra pessoa, não que ocupe o seu lugar, pois acredito que as pessoas são insubstituiveis, mas que preencha o vazio do meu peito, cuide das feridas deixadas por vc, que aqueça minha alma fria e que faça eu voltar a acreditar em promessas de eternidade.
Tarde demais mesmo, sempre vai ser tarde demais pra eu e vc.
Lembra quando vc me disse que histórias de amor chegam ao fim e que eu tinha que aprender a lhe dar com isso?
Pois é. Eu aprendi
8 de maio de 2010
6 de maio de 2010
Que seja leve ...
Eu não sei qual ou a menos se tem nome a forma que eu ando me sentindo ultimamente.
Só sei que eu quero distânia de qualquer tipo de complicação. Quando eu tinha 15 anos era fã nº 1 de um drama, de relacionamentos turbulentos, de amizades que me exigiam exessivamente, de achar que havia um complô do mundo contra mim e todas aquelas paranóias de uma mente adolescente.
Mas nessa altura do campeonato eu quero mais é descomplicar.
Não quero nada que eu tenha que quebrar a cabeça, não quero mais bancar a psicologa de pessoas mal resolvidas, não quero mais discutir por bobagens, não quero mais ficar procurando pêlo em ovo, nem fazer tempestades em copo d'agua...Não quero mais dizer sim só para agradar, nem fazer o que me dá prazer, não quero perder o sono buscando soluções, nem pensar no que poderia ter sido e não foi...Se complicou demais já não me animo, se encheu muito o saco, tchau, até logo, se não estou com vontade, desculpa, já tenho compromisso e, assim vou levando.
Pode parecer conformismo, fuga, falta de ambição, antipatia ou qualquer outro nome que queiram dar, mas pra mim tudo simplesmente se resume em alma livre e vida leve ... Isso sim, eu desejo em abundância.
Só sei que eu quero distânia de qualquer tipo de complicação. Quando eu tinha 15 anos era fã nº 1 de um drama, de relacionamentos turbulentos, de amizades que me exigiam exessivamente, de achar que havia um complô do mundo contra mim e todas aquelas paranóias de uma mente adolescente.
Mas nessa altura do campeonato eu quero mais é descomplicar.
Não quero nada que eu tenha que quebrar a cabeça, não quero mais bancar a psicologa de pessoas mal resolvidas, não quero mais discutir por bobagens, não quero mais ficar procurando pêlo em ovo, nem fazer tempestades em copo d'agua...Não quero mais dizer sim só para agradar, nem fazer o que me dá prazer, não quero perder o sono buscando soluções, nem pensar no que poderia ter sido e não foi...Se complicou demais já não me animo, se encheu muito o saco, tchau, até logo, se não estou com vontade, desculpa, já tenho compromisso e, assim vou levando.
Pode parecer conformismo, fuga, falta de ambição, antipatia ou qualquer outro nome que queiram dar, mas pra mim tudo simplesmente se resume em alma livre e vida leve ... Isso sim, eu desejo em abundância.
4 de maio de 2010
Carta para uma amiga com o coração partido
Eu sei que dói.
Pode chorar no meu ombro.
Queria ter a cura ou as palavras certas, mas não existem palavras certas quando o amor da gente vai embora.Só existe uma tristeza e uma saudade que a gente não sabe explicar e não quer explicar. Eu sei, eu sei essa dor já morou em mim.
E eu não a desejo nem pra um inimigo, quem dirá a você, a quem eu quero tão bem. Pois um amigo verdadeiro nada mais é que uma extensão de nós mesmos. Alguém onde nossas alegrias e dores se misturam e se entendem.
Odeio que lhe façam sofrer.
Odeio a ausência do seu riso alto.
Odeio que meu abraço não tenha o poder de cura, porém se serve de consolo, vou encher-te deles.
Odeio que só me reste o velho bordão do "Vai Passar". Mas é inegável a credibilidade dele.
Porque lá na frente ou vira aprendizado ou vira poesia...
Pode chorar no meu ombro.
Queria ter a cura ou as palavras certas, mas não existem palavras certas quando o amor da gente vai embora.Só existe uma tristeza e uma saudade que a gente não sabe explicar e não quer explicar. Eu sei, eu sei essa dor já morou em mim.
E eu não a desejo nem pra um inimigo, quem dirá a você, a quem eu quero tão bem. Pois um amigo verdadeiro nada mais é que uma extensão de nós mesmos. Alguém onde nossas alegrias e dores se misturam e se entendem.
Odeio que lhe façam sofrer.
Odeio a ausência do seu riso alto.
Odeio que meu abraço não tenha o poder de cura, porém se serve de consolo, vou encher-te deles.
Odeio que só me reste o velho bordão do "Vai Passar". Mas é inegável a credibilidade dele.
Porque lá na frente ou vira aprendizado ou vira poesia...
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